Comprei um novo Moleskine e, após um passageiro receio de errar em uma de suas páginas tão bonitas e limpas – só tinha canetas na bolsa – escrevi estas palavras

Gosto de escrever à caneta.

Escrever à caneta é aprender a ter segurança nas ideias, segurança em si, segurança nas palavras. Escrever à caneta é forçar-se a fazer o melhor; caso contrário, o papel estará manchado para sempre. Não é como a escrita à lápis. Quando se está escrevendo à caneta, o erro é perpétuo e visível a olho nu. Não há borracha que o apague, não há rabisco que o disfarce, não há arrependimento que o faça desaparecer.

Escrever à caneta é doloroso. Fere nosso orgulho folhear páginas e encontrar tropeços em meio a frases tão belas e bem construídas. Quando tal fato ocorre, é natural que derrubemos uma ou milhares de lágrimas no papel, o que chega a ser mais benção que maldição; a água na tinta amenizará aquele registro.

Escrever à caneta é imitação da vida.

Ou será que a vida é imitação de se escrever à caneta?

Depois do final feliz

O que eu avistaria acima da excelência? Quando já se alcançou o sonho, quando a noite já não dói, quando se foram todos os fantasmas, o que sobra? O que enfrentar? 

Se os desafios findam, o que se faz? Ao pisar no último degrau, o que mais subir? No topo da montanha, para onde ir? Cumpri expectativas; e agora?

Ganho o prêmio de melhor isso, maior aquilo, superar o que daqui pra frente? Quem?

Receio ser feliz, receio ser completa… e não ter mais o que buscar.

Aquele desejo de fugir no meio da noite

Não fui condenada ao segundo,
mas já – e muito – ao primeiro
Trocaria mil vezes, certeza!
um espírito preso
por me isolar do meio

Te digo, pior coisa não há
que possuir saudáveis pernas
e não poder caminhar
que criar fortes músculos
e, com eles, não trabalhar
por trás dos óculos, olhos precisos
que o mesmo sempre irão enxergar

um dia ainda rompo –
anote o que estou a falar –
aquelas dobradiças
e me preencherei com o mar

Os 2675436267534 lados daquela moeda chamada amor

Have you ever wondered? Well, I have
About how when I say, say, red, for example
There’s no way of knowing if red
Means the same thing in your head
As red means in my head
When someone says red?

Quiet – Tim Minchin

Murilo diz ser ciência
o que Lotte afirma impossível
o que para Yara é pura carência
e, para Paulo, invisível

Da cabeça de Kiara ninguém tira
que – óbvio! – perpétuo deve ser
define como mentira
se, por acaso, morrer

Possui logo três, a Luana
daquilo que João acha ser único
Dona Silvana, ninguém engana
para ela, é tudo platônico

A Diana só rendeu dores
Os de Lucas, sempre efêmeros
E dentre estes vários amores
Há quem diga que um só é vero.

Mystery Blogger Award!

Fui indicada pelo Marcelo, do patriamarga e pelo Alan, do Anatomia da Palavra, ao Mystery Blogger Award! “Mas o que é este negócio?”, você me pergunta. E eu te respondo:

O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

Divulgo minhas palavras neste espaço há pouquíssimo tempo, apesar de cultivar o hábito da escrita por anos; obter reconhecimento sendo novata por aqui é de uma alegria imensa – alegria esta que me motiva a criar cada vez mais. Muito obrigada!

O prêmio tem algumas regras. São elas:

  • Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog;
  • Listar as regras;
  • Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog;
  • Mencionar o criador do prêmio;
  • Conte a seus leitores três coisas sobre você;
  • Nomeie até dez pessoas;
  • Notificar os seus indicados comentando no seu blog;
  • Peça a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas;
  • Compartilhe um link para sua melhor postagem.

 

Aqui vão as três coisas sobre mim:

  1. Eu e minha família mudamos muito durante meus 21 anos. Muito mesmo! Sou praticamente nômade. Por isso, já fui a “aluna nova” da classe várias vezes, conheci vários vizinhos e bairros e conheço boa parte de São Paulo como a palma da minha mão (ou seja, conheço, mas não sei lê-la; São Paulo é complicada!)
  2. Quando estava na fase de aprender a andar de bicicleta, não caí nenhuma vez. Juro! Fui começar a cair à medida que ficava mais velha e, consequentemente, mais desatenta. A idade mexe com a cabeça da gente!
  3. Quando eu era pequena, sonhei que as ruas do mundo inteiro eram feitas de piscina. Era como Veneza, mas uma Veneza bem mais limpa. haha Podíamos nadar ou remar com barcos de madeira. Eu me lembro da sensação – era uma delícia! Será que um dia verei isto se tornar realidade? Podem ver, aqui, que meu amor pela água nasceu cedo.

 

Preciso nomear outros autores, agora.
Muita gente que eu leio já foi indicada, então chamarei pessoas novas para a brincadeira. São elas:

 

Agora vamos às respostas das perguntas do Alan:

  1. Qual o doce mais doce do que o doce de batata-doce?
    Alan, se não me falha a memória, o doce mais doce do que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce.
  2. Se fosse para você ser um personagem de um livro que você já leu, qual livro você escolheria?
    Eu seria o Sal Paradise de On The Road, do Kerouac. Quando o li, me vi várias vezes em algumas características de Sal (e, portanto, de Jack) e dos ideais daquela geração chamada beatnik.
  3. Como seria um dia perfeito para você?
    Um dia perfeito seria um dia onde eu fosse capaz de viver somente no presente. Entende? Sem arrependimentos do que fiz ou deixei de fazer e sem preocupações com o que poderia acontecer. Só viver. Isso é tarefa árdua, Alan.
  4. De todas as coisas inúteis da vida, qual a mais inútil de todas?
    Guardar rancor. Você fica lá, fazendo sua alma doente, enquanto a pessoa que te magoou passa os dias sem 1g de peso na consciência.
  5. Você já pensou que a vida possa ser um sonho, do qual seria possível acordar a qualquer momento?
    Quando lembro que tudo, apesar de improvável, é possível, viajo na maionese em qualquer assunto que me vier à cabeça. Essa história do sonho me deixa perdida nas minhas paranoias. Será?

E as respostas do Marcelo:

  1. Você pretende escrever um livro, ou já tem escrito? Se sim, está publicado?
    Pretendo! Tenho muitas ideias, inclusive, mas é raro conseguir desenvolver além da segunda página, por enquanto. Quem sabe um dia?
  2. Mar ou montanha?
    Mar! Mil vezes mar!
  3. Nescau ou Toddy?
    Prefiro Nescau, mas o meu coração sempre será do cacau em pó com um pouquinho de açúcar. Amo chocolate meio amargo!
  4. Se  você tivesse que reivindicar algo… Abaixo o que?
    Seria ótimo se não tivéssemos que lavar louça no inverno!
  5. Se você ganhasse sozinho a Megasena de final de ano… O que você faria com este dinheiro todo?
    Eu não saberia como gastar por um bom tempo. Entraria em estado de choque! Então aplicaria esse dinheiro em uma boa poupança para que rendesse enquanto fizesse meus planos.

Minhas 5 perguntas:

  1. Se você fosse uma criatura metade peixe e metade humana, qual seria sua metade que continuaria humana?
  2. Você respeita a regra de não ir nadar logo depois de ter comido?
  3. Qual é a sua opinião sobre crianças?
  4. Se você tivesse de comer uma só coisa pro resto da vida, o que seria?
  5. Um vampiro pode comer pão de alho no churrasco de Natal?

Agora preciso eleger minha melhor postagem.
Vou deixar aqui o link para o primeiro texto, o primogênito, o Estopim, como foi chamado. Eu estava em um momento difícil e escrever naquela hora me acalmou de um jeito que fiquei extremamente surpresa.
Muita gente aqui não o leu, pois foi soterrado pelas postagens mais novas.

Ufa! Foi divertido. Espero que tenham gostado!